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Independentemente da última confirmação grafológica, todos sabem que sou uma convencional gourmant. Minha listinha de preferências alimentares é extensa e bem-provida, meu apetite é pouco saciável e a sagração de uma boa amizade, para mim, passa sempre pelas afinidades dos hábitos de mesa. Bons amigos dessa categoria visitam-se, levam-se mutuamente para jantar e se interoferecem comidinhas especiais. Eu sempre brinco a respeito dizendo: Agora está oficializada a nossa amizade: Fulano (a) preparou um prato para mim (quando é o caso de o gourmant ser também mestre-cuca, o que não é exatamente genérico, pois os gulosos originais preferem sempre apreciar a fazer, claro)... De minha parte, mesmo, é assim: eu compro e ofereço especialidades deliciosas, mas não sei preparar nenhuma. Mas ofereço de coração e me sinto muito feliz, mesmo, quando proporciono a um amigo querido o prato especial ou o endereço do melhor restaurante!
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Bom, você já deve ter percebido que “estou de regime” e, por essa forte razão, me estendi tanto... Mas é que faço dieta de vez em quando, justamente para depois poder me exacerbar em sabores! Aqui até me desvencilhei da ideia original do post, que tinha uma só vertente, e acabei me perdendo pelos caminhos de fortes lembranças gustativas que hoje estão fugindo ao meu comiserado paladar... Fazer o quê? Vou agora para a minha caminhada, sem passar naturalmente por nenhuma vitrine de padaria, e – após meu retorno e um prazeroso banho de inverno – vou ao shopping comprar um vestido. Intercâmbio de prazeres... é isso aí! Mas garanto que nunca perderei essa mentalidade de gourmant...
