domingo, 12 de julho de 2009

Julho: o arauto da mudança


Segundo a Angelologia, quem nasce sob a influência do anjo Manakel possui inspiração para as artes, com destaque para a poesia. Algumas especificações de perfil/designações deste anjo sobre o protegido referem-se a seu dia de sorte (no meu caso, 7), ao horário em que se encontra Manakel na Terra (entre 21h40min e 22 horas) e ao mês de mudança (julho). Concordo com tudo isso, exatamente por sempre haver feito poesia (lembro-me de versos de quando tinha sete anos de idade), por ficar sempre feliz e esfuziante à noite (especialmente no horário de passagem destacado) e, finalmente, porque mudanças – na exata acepção do termo – têm ocorrido, sistematicamente, em minha vida no anunciador e preciso mês de julho.
Também concordo – é claro! – quando leio que pessoas nascidas sob tal influência contam com uma proteção especial de Deus, afinal, como o leitor sabe, já sonhei que – em determinado momento – uma corte de 640 anjos me circundava!... Não preciso, pois, dizer mais nada (risos angélicos)...
E especificamente sobre o mês da mudança, segundo a regência do anjo da data do meu nascimento, aqui estou para comprovar a veracidade de tal revelação, já que – invariavelmente – as mudanças mais substanciais ocorrem para mim a partir do mês de julho. Inclusive as mudanças de casa, de endereço, de contexto. Às vezes até parece que meu ano começa em julho, dada a reincidência de fatos que me mobilizam a partir do sétimo mês do calendário anual!
E, se é para mudar, que a metamorfose se opere do melhor modo: novidades visuais e de entorno são bem-vindas, na medida em que até as coisas físicas precisam mudar para acompanhar o compasso da alma. Sim, sou movida pela completa animação dos sentidos (anima = alma). Acho que imprimo minha alma em tudo que sou e faço. E penso que os lugares que habito e as coisas à minha volta também necessitam de alma para se adequarem à minha vivência interior. Em outras palavras, tudo precisa de anima (animação) para dar tom e vida ao mundo. Contrariamente, o estático petrificaria a matéria. Divagações metafísicas à parte, quero mesmo dizer que, na cadência da mudança, busco o sentido das coisas, pois acredito nas destinações que, magicamente, nos são apresentadas, por vezes mudando parte do curso de nossa história.
Em penúltima análise (nenhuma será a última), acho que a face anima da vida pode estar, dentre outras coisas, nesse caráter transitório que modifica ou substitui nosso habitat costumeiro, deslocando-nos para outra paragem, seja esta uma serra, um vale, um planalto ou um balneário...Outro logradouro, outra cidade, outro país!... Em qualquer estância, afinal, que a influência maravilhosa de Manakel possa abençoar meus atos e intensificar o melhor tom de minhas mudanças pessoais!... Afinal, mudar sempre: eis a medida! Porque o universo se transforma todos os dias... 

Por Sayonara Salvioli