sábado, 18 de julho de 2015

O médico francês


Marina estava eufórica por um motivo que expande o sorriso de qualquer pessoa: faltavam poucos dias para sua viagem a Paris! E, como fiel representante do gênero consumista feminino, passou as três semanas anteriores quase totalmente voltada a incursões profundas no comércio carioca.

Quem conhece a criatura sabe também de sua fama de “criativa para compras”. Sim, era esse o problema(?): ela sempre comprava mais e mais, mesmo já tendo muito do mesmo! Como assim exatamente? Explico com clareza: a designer de moda, por ser uma artista, possuía criatividade além da conta... E isso implicava uma necessidade premente: a renovação constante de seu closet, de seu toucador, de seu gabinete, do porta-tudo de seu quarto!

E foi assim que todos os(melhores) shoppings cariocas viram as suas feições – e puderam estudá-las e descrevê-las, tamanho o tempo de seus percursos entrelojas. Não havia pela cidade uma só loja de inverno que não tivesse abrigado seu manequim no provador. 




Marina – em sua imaginação artística e vocação para atrair e fazer circular o dinheiro – fez-se a si própria o favor de adquirir e carregar bolsas e sacolas de casacos, botas, boinas e echarpes, tudo, afinal, para abrigar-se do charmoso (mas não menos frio) inverno parisiense.  


É claro que ela comprou toda sorte de agasalhos e apetrechos porque desejava sentir-se protegida do vento frio sob aquelas rajadas de ar gelado “dentro do buraco do metrô” ou nas madrugadas promesseiras descendo do táxi diante da Gare du Nord.  

Sim; ela, o frio e Louise (permanentemente ao seu lado, entre alegrias e aventuras) esperam-se mutuamente, e com as melhores expectativas. Louise até dizia que habitaria perfeitamente o inverno mais rigoroso da França desde que guardada por seus longos sobretudos...
 
O problema mesmo foi quando, num dos 21 dias de compras ininterruptas, a estilista quis escalar a escada rolante e caiu, acabando por bater com a perna direita num dos rígidos degraus metálicos! Com toda a força, a ponto de sentir extrema dor momentânea... Mas Marina pulou essa parte, por dois motivos: precisava mentir para si mesma que não fora nada, por causa da pressa de sua missão, e porque a moça tinha uma característica rara – a de não sentir dor se não quisesse! E o momento, decididamente, não era para dores, senão para prazeres exacerbados – quem duvida? Porém, o hematoma arroxeando a canela esquerda de Marina constituía uma realidade instantânea bem visível...

No entanto, Marina preferiu ignorar e deu corda para os próximos dias – os antecedentes à sua grande viagem de premiação [era estilista e ia viajar para receber um prêmio em Paris!] Quer conquista maior? A felicidade tinha alto valor semântico para ela naquele momento, afinal ser premiada em Paris é mesmo pleonasmo! Além da honraria, a artista teria todos os encantos da Cidade-Luz como adicionais de alegria: a magia passadista das ruas entremeadas de monumentos, as galerias, os museus, os restaurantes e as pâtisseries... e boulangeries e brasseries! Sonhos deliciosos e enfeitados a serem prazerosamente degustados!...

Ao longo da viagem, sobre o Atlântico Marina arranjou jeito de distrair-se; era seu truque lembrar-se de noções elementares de aerodinâmica para não temer aquele pontinho assinalado no visor a indicar o oceano-próximo-abaixo... Mas o problema estava abaixo de sua poltrona: suas pernas e seus pés comprimidos dentro de uma bota, não tanto quanto as sapatilhas deformadoras de Zhou Guizhen, porém guardados quase afuniladamente num percurso de doze horas! Marina bem que tentou andar pelo avião, mas as páginas duplas do iPad, o conforto e o champagne Air France não a estimularam muito a tal, de modo que seus membros inferiores teimaram na posição indevida.






Louise, como sempre, dormia a sono aéreo...

E as duas irmãs chegaram ao Charles De Gaulle com aquela euforia percorrendo os ligamentos corporais e mentais. De lá seguiram no automóvel preto que servia de táxi, com direito a choffer característico. 




Uma vez instaladas no hotel, as moças começaram a ocupar os seus armários de dias e a perfilarem suas botas e boinas quase como completos manequins individuais. De repente, porém, Marina tira a bota e solta um grito que faz a irmã perder a cor da tez e quase esgarçar o branco dos olhos... Ainda mais por causa dos sustos que costumeiramente lhe pregava! Mas aquele excedia todos os outros: Louise encontrava-se ali, absorta e quase petrificada, a mirar o pé direito de Marina: estava inteiramente preto! Sangue parado em toda a extensão-peito-do-pé... e um inchaço como nunca vira igual! Meu Deus, o que seria aquilo? E a que poderia chegar?

Prontamente, Louise procedeu aos seus hábitos naturais quando arregala os olhos diante de uma necessidade premente: toma providências cabais! Incontinenti pegou a bolsa e sacou dela o iPad. Manuseou-o com a rapidez dos filmes futuristas e, num átimo, localizou o contato do Seguro de Saúde internacional. Lembrou-se, por uma metade de segundo, do que dissera o agente:

– Ah, isso é só prevenção... Em mais de 20 anos nunca vi ninguém precisar do serviço efetivamente, com exceção do caso do cliente que quase morreu de dor de dente em Londres e utilizou o seguro entre crises agudíssimas...

Pois bem, ele teria agora um caso peculiaríssimo a relatar a seus futuros clientes. Louise teve até vergonha de pensar nisso enquanto Marina estava ali, assustada e – quem sabe, correndo sério perigo – com o pé todo preto e inflado! A irmã providente e amorosa torceu para o Serviço Internacional de Saúde na França ter um atendente falando fluentemente o Inglês... E – que bom! – o agente local já atendeu a ligação com o idioma universal. Dessa vez foi Marina quem arregalou os olhos com a recusa estridente de Louise ao atendente. E a irmã, sempre tão sensata, não conseguiu disfarçar:

– O agente falou que manda o médico em três horas! Tá maluco! Até lá como vai estar o seu pé?!

Marina, apesar de seu otimismo natural e de uma sorte incontestada, soltou um glup! de medo e rezou, pediu fervorosamente ao Céu que protegesse o seu pé e a sua vida! Pedido atendido, após a providência terrena ágil e veemente de Louise: no vigésimo segundo minuto após a exigência da irmã ao atendente, o recepcionista do hotel interfonou avisando da chegada do médico. Ufa! Amém! Quem dera todos os países fossem como a França!




Louise abre a porta e depara-se com um homem grisalho, expressão meio impassível, mas com certa leveza no rosto. A moça simpatizou com ele. E passou a explicar o ocorrido e a mostrar o pé preto de Marina. O médico apertou o local (como é próprio dos médicos) e fez a clássica pergunta. Marina assentiu com a cabeça – agora já não muito assustada (porque sabia que teria os cuidados necessários e porque medo era coisa que não nutria amplamente, nem mesmo com um pé preto num hotel de Paris). E foi aí que o sábio clínico geral descobriu uma coisa que reportava à temporada de compras de Marina no Rio de Janeiro... Após analisar “a perna do pé adoentado”, verificou que havia algo nela... E quis saber se Marina havia machucado a perna naquele ponto recentemente. A moça respondera que sim, narrando o episódio da “batida da canela” na escada rolante. Louise interveio, acrescentou detalhes precisos e o médico atestou o ocorrido. Era simples: o hematoma da batida na escada desceu! Havia passado da perna ao pé, transportando-se o sangue e formando aquele enorme acúmulo enegrecido no local! Não havia nenhum mal; nenhum perigo ameaçava o pé direito de Marina, veículo natural de tradicional sorte, aliás.

E, antes que o médico fizesse suas prescrições, uma nova descoberta... Ao ouvir o diálogo das duas irmãs em Português, ele logo começou a falar no idioma nativo das meninas também! Perguntou:

– Vocês são brasileiras?

As duas, em uníssono, deram a confirmação. O médico, então, fizera-se simpático e revelou mais uma:

– Morei um tempo no Brasil. Minha mulher é de Recife!

Médico e meninas, então, logo travaram o conhecimento da amizade recente com bom diálogo. Trocaram impressões e contatos. E o Dr. Marcel indicou apenas repouso de algumas horas e meias de compressão. Francesas, naturalmente.

Algum problema? Sim, claro! Como o ser humano sempre quer mais da sorte, Marina ficou reclamosa por estar em Paris e ter que ficar horas num quarto de hotel... Por aquele dia, nada de Place Vêndome, Tuileries, Jardin du Luxembourg, Grand Palais, Conciergerie, Place de la Bastille, Saint Chapelle, Sacré-Cœur, Palais do Louvre, Musée de Cluny, de l’Armée ou d’Orsay, Montmartre ou Champs-Elysées...

Louise, porém, fez dois minutos de inflexão e ergueu seu manifesto de agradecimento mais alto que a Eiffel de Gustave... 









domingo, 12 de julho de 2015

A JARRA INQUEBRÁVEL




Você pensa que pode existir algum objeto inquebrável? Pois eu lhe garanto que sim: é sobrevivente em meu apartamento uma jarra inquebrantável! Sim, meu leitor, ela não se quebra jamais – fato já provado pelas diretrizes da Física!

Você pode estar pensando que tal jarra é de alguma cerâmica da tribo dos Krahôs ou de mosaicos de pedrinhas translúcidas. Nada disso! A jarra que nunca sucumbe – pasme – é de vidro!

Se suas sobrancelhas se arcaram, incrédulas, pode relaxá-las e movê-las de volta que, nessa expressão (da verdade), não há lugar para o inacreditável. Pelo contrário, falo aqui da dinâmica sucessiva de fatos comprovados, cada qual discorrido nos parágrafos a seguir.

O primeiro parágrafo do incontestável contestado narra o momento de um desastre cotidiano: eu morava num apartamento antigo e enorme, onde pareciam habitar fantasmas. Se lá os havia ou não, fato era a loucura da minha rotina, que – entre muitos livros, quadros, objetos decorativos, abajoures e cortinas, vivia me brindando com tropeções, com minha estabanada performance de  derrubar coisas. E foi num aparador do hall de entrada que a bonita vítrea deu a sua primeira pirueta: caiu pipocando da altura do console, de modo a repicar por quatro vezes até quase (?) estatelar-se no chão de madeira!... Eu disse quaase! Não acreditei quando abaixei e levantei a cabeça, abaixei-a de novo, apertei-a no queixo e arregalei os olhos para baixo na direção de “uma quase jarrinha”. Que nada: lá estava ela, a jarra branca de vidro leitoso inteira e inteiriça, no seu melhor brilho translúcido refletido numa réstia de luz nacarada!

O segundo parágrafo de peripécias da leitosa dá conta de um novo momento de perplexidade, desta vez num apartamento amplamente iluminado, invadido pelo sol praiano – quase estilhaçando a vidraça da janela – e por aqueles ares de maresia... Pois bem: era uma quinta-feira de sol praticamente  radioso, que de repente fez cara feia e se pintou de cinza, quando a menina teimosa de vidro resolveu tremular com a ventania repentina de quase fim de tarde... Sim, o tal apartamento claro tinha lugar numa torre, em que o vento entoava, sinistro, seus rugidos invasores de varanda do vigésimo terceiro andar... Pois foi pela porta de blindex fumê entreaberta que a ventarola passou, soprando com vontade, indo dar numa mesinha de canto da qual derrubou a alva e esbelta (já quase estatueta secular). Fim de contas: o vento na torre fez tremer o apartamento (sim, lá havia uma mesa de tampo de mármore e pés de ferro que trepidava com a ventania!), derrubou a (agora já) jarra sinistra, que, quieta e branca – de face suave – beijou o chão sem sofrer qualquer fratura!

O terceiro parágrafo das historietas da jarra inquebrável aconteceu num espaço mais compacto – sobre a bancada de um bar que dividia a sala com uma tal cozinha americana. Pois foi lá que Dona Jarra, a Alva, dançou uma salsa (talvez estimulada pelo moai com pisco chileno dentro), rodou, girou, equilibrou-se num canto de base e... caiu, caiu, caiu, rolou e rolou do alto do bar até o profundo chão! – a que chegou... ilesa! Para variar...


O quarto parágrafo prova a minha lei do três quando conto a você a subsequente reincidência da iluminada: ela morava (já) no compartimento superior do escribar (o da foto) e de lá – depois de um vento-vilão de arrancar o toldo da varanda – saiu a rolar em nova tentativa de suicídio não-consumado... Nem preciso falar de sua aparência segura e já quase com um risinho de convencimento de eternidade no rosto vítreo ;) Acentue-se aqui que, em sua atual moradia aleatoriamente decorativa, ela convive com um mundo de parafernálias: está no meio de um monte de coisas, como taças, bebidas, livros, troféus,  souvenirs, porta-trecos, coleções e toda sorte de objetos (como se vê na foto)... 


e nada de a jarrinha se render ao que seria o destino inevitável de sua espécie: o despedaçar de suas partes vítreas ou, quando menos, o estilhaço!

Mas como isso parecia nunca acontecer, como aqui relatado, resolvi testar o nível de sua resistência levando-a a uma aventura de difícil sobrevivência para um corpo de vidro: levei-a para a cozinha, a fim de que habitasse uma  mesinha de breakfast! Sim, numa cozinha, em tese, ela teria mais chances de, em meio a abruptos e constantes movimentos diários, sofrer quedas e rupturas. Mas, como diriam os literatos antigos, qual nada! A danada tem mesmo sorte, pois em cozinha de casa de Sayonara não há movimento de rotina! Almoço fora todos os dias, em vista de minha conhecida não-prática gastronômica. E, mesmo depositada sobre a mesa pequenina, onde em tese haveria um movimento cotidiano, ela permaneceu incólume! Bom, eu disse: em tese... Pois escrevo até tarde, acordo mais tarde ainda e, quando acordo, já passou da hora do café muitas horas... Assim, a mesinha permanece quase sempre intocada, com biscoitos a mofarem nos potes e pães-de-forma a ficarem verdes. Portanto, lá é que Dona Jarra não iria se quebrar mesmo!  



Assim, decidi retornar com a pirrônica para o escritório-bar, onde ela voltaria a conviver com uma infinidade de itens mais ofensivos à sua perenidade. Não sou sádica (também não deve existir sadismo contra jarras), mas eu precisava mesmo descobrir até onde ela poderia ir sem tréguas... E pensei: o escritório é o lugar da casa por onde "passam" mais objetos-transeuntes, em constante movimentação. Vou deixá-la, novamente, conviver com o turbilhão diário das ações-de-toda-hora... Mas quem disso que isso afetou a sua certeza inquebrantável de anos? Foi assim que, dia desses, olhei para a (quase) criatura vítrea, praticamente provida de alma, e disse:

– Ah, você é a jarra que nunca se quebra, não é? Vamos ver se você merece ser estrela de crônica mesmo! E, apenas com um pouquinho de dó de objetos, lancei-a num ímpeto ao chão!... E acompanhei, com meu olhar mais incrédulo, o seu repicar repetido junto à sólida e inflexível tábua corrida de sala... E nada: Dona Jarra chegou vivinha ao fundo do chão! Nesse instante, questionei se madeira (assim como é considerada um elemento mau condutor de eletricidade) também não seria um bom chão para a queda de jarras! E lembrei-me que o chão do escritório é de granito... Huumm... Instinto maléfico apoderou-se de meu coração sem amor a objetos e, num átimo, joguei do alto de minhas mãos a vítrea lá embaixo... no chão marmóreo, duro, para ver se ali ela não se espatifaria! Mas, como você já imagina, ela subsistiu, debochada... Por isso, resolvi dar a jarras inquebráveis o que é de objetos milenares: o reconhecimento do que é (ou parece) eterno – a Lauda! E assim foi que Leitosa Vítrea de Translucidez Inquebrantável virou a protagonista desta crônica! 


No último parágrafo desta narração de insistentes preâmbulos e períodos de resistência conceitual – e material –, devo assinalar que, reintegrada (sem nunca ter se desintegrado fisicamente) ao ambiente, Dona Jarra hoje mora permanentemente na bancada do escribar, dividindo espaço com algumas bebidas, coleções de porta-copos estrangeiros e uma elegante lata (pelo menos já se sabe que lata não quebra mesmo) da La Cure Gourmande que a minha filha trouxe para mim de Paris. 


Veja na foto como a jarrinha branca sorri, altaneira, seu sorriso de vidro inquebrantável, a portar flores artificiais em sua companhia perene!...







Por Sayonara Salvioli

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Chave-mestra


Ela me acompanha mais que a minha chave de casa; carrego-a na bolsa como utensílio indispensável de sobrevivência. Segreda-me coisas nebulosas e obtusas, aclara-me circunstâncias, avisa-me sobre fatos menos importantes e me previne quanto a perigos ou pseudoperigos. Traz na sua essência – e origem – a propriedade miraculosa de salvar vidas.
Como grande amiga que é – uma das maiores –, cuida da minha distração e lustra o brilho intempestivo do acaso. Nas noites, aparece-me em forma de sonho; nos dias, como clarividência anunciada, em lances e relances instantâneos de imagens mentais. Alerta-me até sobre o que preciso colocar na bolsa [isso ou aquilo vai ser útil nas próximas horas! E como o é!].
Ela é certeira, quase tão precisa como a respiração. Tem um filtro para a verdade e não costuma falhar em suas predições; pode no máximo ser mal interpretada. Isso porque ela não conhece o engano ou a surpresa: mesmo na rotina, traz-me os fatos [e pré-fatos] numa bandeja de prata, com o prato da notícia e o samovar da consumação, em primoroso serviço de quarto!
Ela tem o sentido aguçado do feminino em sua altivez na conjuntura cósmica. Vê com olhos de mulher e racionaliza com mente de homem. Perscruta o mundo e o humano com mais perícia do que o fariam agentes ultrapoderosos e pioneiros da antiga OSS. Vasculha os cofres insondáveis de minha existência e de meus pertences. Profetiza conflitos, neutraliza guerras, propõe conciliações, reforça alianças e realiza negócios, às vezes sem meu consciente conhecimento prévio.
Percebo que ela tem ficado mais forte e extravagante com o passar dos anos: tem se vestido com roupas brilhantes e telúricas. Na ilha do onírico, sinaliza com luz mais intensa que a de um farol! Ela não usa discrição e é arrojada, mas também possui atributos arraigados, uma face mais tradicional... tem até intimidade com as antigas escrituras. Possui peso [vale quanto pesa: quilate de ouro puro], tem palavra - que nunca "volta atrás" - e honra seus compromissos, com prazos cada vez mais rápidos e invariáveis. No decurso de dias se materializam no real suas anunciações de sibila.
Muitas vezes, acho que ela é feiticeira, que tem dons sobre-humanos, pois se adona do meu sono ou do meu despertar. Escuto-a, respeito-a e cultivo sua amizade, sua presença cabal em minha vida. Sinto-me mais preparada para as aventuras, venturas ou adversidades com os seus conselhos. Sou feliz por tê-la ao meu lado. E quero alimentá-la com a minha fé e o meu sorriso franco de abertura. Sou grata à Providência por havê-la reservado para mim. Dia desses ela me contou uma novidade extraordinária que deixou meus olhos brilhando!...
Inscrição nas estrelas, dom paranormal, mãe da gnose, guia espiritual, mão de fada, asa de anjo, presente de Deus... Chave-mestra, é a chave da minha casa espiritual e, por isso, pode me abrir todas as portas! Ela é a minha grande inseparável amiga dileta: a minha INTUIÇÃO.

Por Sayonara Salvioli