sexta-feira, 21 de agosto de 2015

As duas faces do êxito



Talento + persistência = ÊXITO. Silogismo absoluto?

Há aqueles que se perguntam sobre o atributo mais importante: o talento ou a persistência? Voto plenamente no primeiro atributo. Porém, uma necessidade racional me chama à autoconsciência de admitir: persistir também é abalizada premissa. Quase sempre.

Mas explico por que voto, primeiramente, no talento: porque sem este não se mantém a produtividade – que se funda em três princípios: qualidade, abundância e continuidade. Seja nas artes plásticas, seja nas letras, seja nas ciências – em qualquer campo de estudo, lavra ou atividade humana – nada sobrevive sem a identidade clamejante da criatividade, da recriação, da renovação, a cada dia, sem se necessitar jamais(!) de aditivos externos para a concepção e a realização de tal prática ou ofício.

Por outro lado, voltando à vaca fria (quase estanque, em certos casos... rs) da persistência, por que afinal perseverar se – em enfoques como o que manifestei – vem primeiro o lampejo do brilho? Porque as engrenagens pessoais, na maioria das vezes, dependem também das manivelas do mundo. E isso quer dizer, objetivamente, que – por coexistirmos socialmente – precisamos da reciprocidade em relação ao outro, do canal do receptor, do eco do universo! E aqui lembro alguns exemplos de notáveis que se utilizaram da perseverança para empurrar a manivela do contexto e do tempo... Comecemos por Einstein, que – embora em principio achasse que a imaginação é mais importante que o conhecimento (idem, idem, idem... Bravo! Bravo! Bravo!) – também foi um portador natural de perseverança. Resistiu brava e grandemente quando provou, com os anos, que sua expulsão da escola (por não aprender?!) houvera sido um erro estúpido e inominável de educadores(?!) que não enxergavam a sua luz simplesmente porque não a tinham seus próprios olhos – ora, ora!...  Um aluno expulso por inaptidão (?) vindo a revolucionar a Ciência de seu e de outros tantos tempos?! Nada como o caminhar sensato de Mestre Tempo! E a voz uníssona da posteridade...



O cientista adorável dos cabelos eriçados também agradecera pelos muitos nãos que recebera ao longo da vida, pois a partir de tais negações pôde operar importantes coisas, possibilitar-se – e ao mundo – grandes feitos! Foi ele também o autor da concepção da natural dicotomia entre grandes almas e mentes medíocres. De acordo com esse seu notável pensamento, os elevados de espírito sempre serão perseguidos pelos possuidores de inveja e mediocridade. Isso porque esses últimos, ante a impotência de seu próprio eu, sentem-se obscurecidos pelo brilho ofuscante dos entes verdadeiramente dignos de luz. Pode haver verdade maior? Aqui entra, correlatamente, uma sentença do Padre Antônio Vieira: “Quem tem seis asas e voa só com duas, sempre voa e canta. Quem tem duas asas e quer voar com seis, cansará logo e chorará”. Tal mais parece fazer parte de uma magnífica ode à impotência do invejoso! Afinal, ter asas sobrando (para usá-las em futuras e propícias ocasiões) nunca será problema... Já aquele(a) que deseja alçar céus vastos demais para suas pequenas e poucas penas, nunca terá traquejo suficiente para alcançar alturas reais e destacar-se no firmamento!

Também uma referência semelhante – neste caso, do cancionário nacional 1970 – já mencionei aqui, em lembrete a plagiadores: “Eles são muitos, mas não podem voar!” E complemento: Mesmo que povoem os ares em sua (es)quadrilha, não voam simplesmente porque não sabem!

E, perseverando na ideia da persistência – aqui levemente discutida –, cheguemos ao clássico exemplo de Walt Disney: “Levei 92 nãos até que, um belo dia, alguém falou: ‘Sim, eu financio o projeto desse parque futurista pra você”. Entendeu, meu leitor? Dizem que Disney nem acreditou! Custou mesmo a conceber o sim como verdade... Outro caso típico de gênio de sucesso: a mescla perfeita de fé e autoconfiança! Já pensou se, contrariamente, o grande visionário tivesse se deixado abater por aqueles que não apostaram na sua ideia e, mesmo, reprovaram os seus planos? Porque não acreditou nisso é que ele simplesmente foi Walt Disney! E isso não é de causar espanto: grandes homens sempre sabem de seu tamanho. Tal como... Thomas Alva Edison! 




Sim, este então percorreu 9.999 rizomas da cebola do não, e na milésima tentativa fez surgir a eletricidade! Não se pode deixar de lembrar, também, que suas (ditas) tentativas para alcançar o êxito foram, por si só, sucessos independentes, investida por investida... Isso porque Edison acabou criando 10.000 protótipos distintos de lâmpada! Suas vitórias como inventor foram tantas que os visitantes do Menlo Park Museum / Edison Memorial Tower (Condado de Middlesex – NJ, EUA) ficam impressionados exatamente com a persistência numérica com que o cientista formulou seus princípios e empreendeu seus feitos.


Fica, então, o silogismo possibilitado pelas duas premissas: saber/ser e continuar/acreditar são fórmulas autênticas de sucesso – o que é indiscutível. E sonho de quem sonha grande – naturalmente podendo fazê-lo – está indiscutivelmente fadado ao êxito! Lá no final está o arco-íris... E é quem o enxerga, em véspera, que pode alcançá-lo e vestir-se de suas cores!



Por Sayonara Salvioli


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