sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mentalidade de gourmand




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Outra das minhas excentricidades de gourmand é sentir o cheirinho de determinada iguaria!... Hummmm! Sou dos que acham que o olfato e a visão contribuem bastante para a plenitude do paladar. Assim se dá comigo ao ver o garçom derramando sobre a minha taça de profiteroles aquele chocolate quentinho e cheiroso, reformando os bules de vez em quando. Se não reformar os bules... ah, eu reclamo! (risos)... Quanto ao cheiro, é quase envergonhável confessar, mas vou fazê-lo, e justamente a uma lauda – ou seja, confissão por escrito! Desenvolvi, certa vez, uma mania estranhíssima... Eu morava, na ocasião, num condomínio que eu considerava meio triste, mas que tinha uma característica-benesse fantástica: uma padaria providíssima dos melhores quitutes que você possa imaginar, meu leitor... Como diriam os literatos antigos, “coisa finíssima, de primeira”. Olha, eram fileiras de canapés enfeitados, sanduíches fartos e salgados coloridos de tão bem guarnecidos, bolos de todos os sabores e recheios (parecia a congregação das festas de aniversário; exposição permanente de variedades de brunch), doces e docinhos repletos de coberturas e cremes e frutas decorativas.. hummm... guloseimas a se desmancharem literalmente na boca de gulosos e contidos. A vitrine alimentar daquela padaria era tal que até os não-aficionados por comida se deslumbravam com as suas ofertas aos olhos! Até quem não liga para comer (sim, isso existe!) lá se entregava a uma leve feição de glutão. Posso afirmar, com certeza, que aquela padaria me prendeu por lá, ainda que o contexto geral do lugar não fosse alegre ou movimentado.

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Dando continuidade, pois, à narração pretendida: certa vez, eu estava em período vigente da famigerada “dieta da sopa” e comecei a desenvolver um hábito que parecia não de gourmand, mas de louco, talvez (risos meio envergonhados)... Era o seguinte: já que eu não podia comer, temporariamente, aquelas maravilhas todas, eu ia até lá, comprava os “elementos de mesa” costumeiros lá em casa. E já ia "sentindo o cheirinho" no elevador (por um trajeto de 23 andares!)... E me esmerava na experiência-sem-sabor-concreto ao chegar ao meu apartamento: antes de depositar as guloseimas sobre a mesa de lanche ou guardá-las na geladeira, eu simplesmente as aproximava da minha sensibilidade olfativa... humm.. e sentia aquele cheirinho, salgado ou doce, que informava ao meu cérebro resquícios da sensação do prazer gustativo que tanto me apetece! Juro, meu leitor, que não intenciono aqui fazer “literatura sinestésica”, mas aquelas mensagens olfativas pareciam até vir acompanhadas de temperatura: eu não só sentia o “cheirinho” do meu salgado predileto ou da minha palha italiana, como também podia misturar na minha percepção a mescla de “saboroso e quentinho” que aquele quitute parecia ter, e não era pelo tato, mesmo porque, quando no prato (ou seja, sem o contato das mãos), eu podia dizer exatamente o quão cheiroso, gostoso e aquecido estava aquele bolo macio, com recheio de leite condensado com abacaxi e cobertura de chocolate derretido!... Huuummmmmm!!!!... Sentiu o gosto aí?


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5 comentários:

Clarinha disse...

Huuummmm!!!!!!!!! Vou correndo até a cozinha... Pq não tem padaria aberta a essa hora!... Q peninha!! rs Você aguçou a minha mentalidade de gourmant!!!

Cláudia F. disse...

Sayonara, isso é que é texto de dar água na boca! Que descrições e relatos!! rsrsrsrs

Renata disse...

Aiaiai... assim acabo de vez com o meu regime!!!!!!!!!! RSRSRSRS

Sylvia disse...

Fiquei com vontade de conhecer essa padaria...hehe

Camille disse...

Adorei, quem me dera que eu tivese esse seu altruismo de dar coisas que eu gosto para minha filha comer e eu ficr olhando. Eu como tanto quanto ela ou mais. E ela me vigia... que vergonha, mas estou confessando aqui na sua lauda eletronica para acompanhar as suas confi~~oes. Ainda nao achei a tal frase "psi", mas tb ainda nao aprendi a andar direito pelas esquinas desse blog. Nao sei mais onde foi que eu li. Acharei. Bom domingo menina rosa shocking! Bjos, Cam