segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Cérebro oxigenado?!



Não, não estou falando de cabeça de loura. Eu não faria isso... Imagine! (risos platinados)... Falo de algo cientificamente comprovado: o efeito de oxigenação que uma ducha na cabeça exerce sobre o cérebro. Se você ainda não parou para pensar a respeito, experimente a reação dos neurônios, em pronta resposta, a um questionamento seu debaixo do chuveiro.

Realmente é impressionante o clarear de ideias com a irrigação de nosso provedor biológico. Apesar de minha condição de aficionada da arte e leiga em ciência, imagino mesmo não haver intracomunicação que não se estabeleça sob a franca estimulação das conexões neurais. Figuras de sentido ou estilo à parte, tenho comprovado, na sucessão dos anos, as múltiplas descobertas que nossa mente pode fazer na hora do banho. A propósito, para que você não duvide de mim antes de fazer a experiência, lembro aqui o célebre caso de Archimedes, sábio grego que descobriu importante princípio físico, batizado com seu nome. Ilustrando ludicamente o fato, poderíamos dizer que foi a união entre cérebro e água a base propulsora da Eureka de Archimedes. A grande descoberta se deu justamente durante um banho do cientista, que estava incumbido de uma missão designada pelo rei Hierão, na Siracusa do século III A.C. O tal rei teria recorrido a Archimedes quando desconfiou ter sido enganado por um ourives: imaginava que este houvera misturado um tanto de prata na confecção de sua coroa, que deveria ser só de ouro. No entanto, o monarca não quis danificar seu distintivo real, e achou que o genial matemático e físico poderia resolver o problema sem destruir o objeto. Acertou na mosca: o cérebro irrigadíssimo do grego teve um insight exatamente no momento do banho... Archimedes percebeu que certa quantidade de água – coadunante com seu próprio volume corporal – transbordava da banheira quando ele entrava nela... Ideia! Assim, ele intuiu que – a partir daquele princípio inicialmente formulado – poderia comparar o volume do objeto em questão, a coroa, com os volumes de pesos idênticos de ouro e de prata: seria suficiente imergi-los na água e medir a respectiva quantidade de líquido derramado. Eureka! Estava descoberta a solução do problema do rei!

Voltando, porém, à minha realidade de não-cientista abrigada na múltipla contextualização de idéias do século XXI, creio poder afirmar que o cérebro é uma biomáquina, e que estou certa ao aludir a respostas viáveis a antigas dúvidas quando, com o efeito transbordante de um chuveiro, “irrigo” o meu cérebro. Este, plenamente oxigenado, me faz perceber aspectos clareadores de uma situação, e aquele questionamento que eu me fazia havia dias, de repente, se mostra decifrado com uma solução tão simples que me faz pensar: É isso mesmo! Como foi que não pensei nisso antes?

Se você ainda não conseguiu conceber, com precisão, essas minhas alegações, nem precisa esperar a experiência mental proposta para o próximo banho... Basta que ligue sua rede de neurotransmissores e tente se lembrar de alguma vez em que, durante o banho, descobriu a resposta para uma dúvida, a solução clara e simples de um problema antes aparentemente insolúvel. Comprove: tudo aquilo que você não consegue decifrar ou processar mentalmente, em circunstâncias normais, se torna possível e bem mais claro sob o efeito do chuveiro. Comigo já aconteceu incontáveis vezes! Não raro, estou sempre tendo revelações à moda Archimedes, depois de semanas com algo “martelando” na minha cabeça!

No fim de contas, um banho é sempre um santo remédio, principalmente um banho de ideias! E – quem saberá – ao falar disso, não estarei também tratando involuntariamente de princípios da Heurística [ciência do descobrimento, do livre pensar para a efusão de idéias] ?... Com o mesmo significado etimológico do termo Eureka, de Archimedes [descobri, encontrei], o processo dos descobrimentos na hora do banho pode bem refletir um procedimento heurístico, ou seja, um método espontâneo, uma espécie de estratégia para atingirmos a solução de alguns problemas na forma de raciocínios intuitivos, por assim dizer. Diante disso, convido o leitor a constatar que aquela resposta a uma questão difícil pode estar dentro de sua própria mente. Que tal exercitar a Heurística no proposto momento de restauração mental? Afinal, sua mente pode ter o poder revelador de um Archimedes! Apenas termine o banho, enxugue-se e vista-se primeiro! Não faça como ele ao sair por aí, desprevenido, para contar ao mundo a sua descoberta!

Por Sayonara Salvioli
video

12 comentários:

Priscila disse...

Interessante... vou fazer o teste no próximo banho! Se der certo, volto aqui e conto!!!! hauahauahauaa

Cintia disse...

Hahahahaha Sayonara! Não vou levar a sério a brincadeira inicial sobre "cabeça de loura" até porque vc tb é loura né?
Mas me identifico...também rsrsrs... com o resto do texto, porque me dei conta, zilhões de vezes, de determinadas coisas na hora que estava no banho. Tudo a ver seu post!

Cláudia disse...

Só mesmo vc, amiga, para "descobrir" e qualificar um processo cerebral de solução de problemas... rs Não é preciso nenhum aprofundamento científico do tema, acredite! Você já me convenceu, como sempre!!!
Bjsss

Raquel Salomão disse...

Que um banho recarrega as energias do corpo, eu já sabia; mas que também "lava" o cérebro, melhorando o fluxo de idéias... Isso é novidade! Mais uma das suas múltiplas teorias de escritora! rsrsrs
O texto está ótimo! Só fiquei com dúvida em relação ao final da história de Archimedes. O ourives realmente havia enganado o rei?
Estava pensando em como solucionar algumas coisas que estão na minha cabeça... EUREKA! Vou tomar um banho agora! rsrsrs

victor disse...

muito louco esse Archimedes, não é não? o cara sair por aí como veio ao mundo contando a sua sacada... tem louco pra tudo... até na antiguidade!!

Entre letras disse...

Um bom Banho é ótimo!Aliás, água é fonte de vida,oxigena o cérebro quando bem consumida, faz bem pra pele, fertiliza o solo.E agora essa.Preciso melhorar meu fluxo de idéias rs...Pra mim vai ser mais fácil pelo pouco fluxo de cabelo rssssssss.Brincadeira!!!!òtimo o texto.Agora, olhando para o lado ambiental é um elemento que precisa ser preservado.Só temos +-4% de água potável em todo mundo.Brasil e Canadá são os que tem as maiores reservas.Abraços!!!!

Mariana disse...

Demais, amiga!!! Quem te conhece sabe das suas milhares de teorias..rs aliás todas procedem! vc é boa nisso de especular sobre as coisas!... haha
Eu tenho um amigo que diz ter altos insights (e aproveitar todos eles logo depois!) no estágio alfa do sono. Já eu acho que penso melhor e equalizo situações do dia-a-dia quando estou fazendo esteira... cada passada é uma decisão!! rsrsrs

Priscila disse...

Olha... tive altas revelaçoes e passe aqui só pra confirmar o tal efeito da oxigenação do cérebro!!!! hauahauahaua
Sério mesmo!! Isso de refletir na hora do banho funciona mesmo!!!

Nayá Andrea disse...

Adorei essa idéia!!!
Acho que eu preciso ficar algumas horinhas debaixo do chuveiro!!!
Vou começar imediatamente essa teoria!
Parabéns, o texto tá ótimo!!!
bjks...

Gisela Fernandes disse...

Sayonara,
Do jeito que vc consegue convencer as pessoas com as suas palavras [o seu marketing literário é fantástico!], é possível que alguns desavisados atirem a cabeça debaixo do chuveiro mais vezes, só pra verem se conseguim "estimular" um "fluxo maior" de seus pensamentos. Tomara que consigam! Será??!! hahahahaha
Bjosssss

aninha disse...

boa!!!!! pode ter certeza que vou dar esse conselho pra muito tico e teco por aí!!!!!! se vou!!!!!!!! kkkkkkkkkk

bruno disse...

Vou tentar usar sua tática pra ver se soluciono melhor as coisas... hehe