quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Os Jetsons estão entre nós




Ah, ele estava ontem às voltas com você, hoje o acompanha e amanhá continuará no seu encalço! Sim, falo do Senhor Tempo, essa entidade implacável!... Esse tal ente-fenômeno opulento e misterioso, capaz de inspirar, acalentar e assustar os humanos. 
Com todas as suas prerrogativas e encantamentos, trata-se de matéria inesgotável para sucessivas postagens eletrônicas, laudas celulósicas e produções audiovisuais. Neste último caso, a face mais contemporânea de uma produção antiga me remete aos Jetsons e sua rotina pós-galáctica com suas máquinas maravilhosas! Ultimamente, aliás, tenho constatado o quão a ficção do desenho se assemelha ao cotidiano atual. Nem parece que foi criada, pelos imaginativos William Hanna e Joseph Barbera, ainda no início dos anos 60... Impressionante! Naturalmente, nos remetemos à lembrança dos anos 80, quando de sua marcante exibição no Brasil (também há registros de outra mais antiga, pela Excelsior).

Parece que o futurista, simplesmente, se transformou em contemporâneo. Acho que nem mesmo nos demos conta, mas o fato é que temos hoje – tal como no contexto do desenho – robôs com expressões humanas e até o fantástico carro que voa! Este, se você ainda não viu, possui seu protótipo revolucionador nos Estados Unidos; notícia de 2007 já relatava sua criação e aprovação em testes. Prevê-se que, daqui a alguns anos, ele estará disseminado no mercado, com a diminuição gradual de seu custo, que hoje seria orçado entre 1,5 e 3,5 milhões de dólares.

Com esta notícia, temos que nos render: o futuro bate à nossa porta, ou melhor, nos lança aos ares!... Daqui a pouco, sem qualquer utopia, já teremos um trânsito congestionado num céu de carros voadores, exatamente como numa cena comum dos Jetsons! Ora, que maravilha seria fugir do trânsito caótico das ruas e emergir às alturas, ocupando os amplos espaços aéreos, não é mesmo? Foi pensando exatamente nisso que me dei conta de que os Jetsons estão entre nós! Pense comigo... Parece ou não coisa dos astrais personagens do desenho a telecomunicação interpessoal com imagem na tela (previsão consumada), a máquina de lavar pratos (lembra-se da de Jane Jetson?), os computadores arrojados – paineis cibernéticos inteiros no escritório de George e no gabinete de Mr. Spacely – os complexos sistemas virtuais e demais invenções multifuncionais dos paraísos da tecnologia?... Chegamos ao tal futuro e nem percebemos! Tudo isso já se tornou tão normal! Da fita-cassete ao iPod, da máquina de escrever ao Macintosh, da simples cafeteira à máquina de café expresso... Coroando todo esse mundo de seres do futuro e suas engenhosas invenções tecnocientíficas, temos o jornal eletrônico QR-LPD da Bridgestone... Como é isso?! Se você está lembrado do jornal de Mr. Jetson – “surgido” todas as manhãs naquela tela fininha, já na época um aparelho específico de recepção de noticiário –, então estamos falando da mesma coisa (o iPad que temos hoje?!)... Incrível, não?

Não indo tão longe, podemos relembrar as cotidianas conversas do Sr. Spacely com seu empregado George e vê-las, hoje, como flashes de uma realidade corriqueira, afinal o msn, o skype, a videoconferência... aí estão como versões contemporâneas do que aqueles roteiristas imaginaram para o ano de 2062! Muito do previsto, de fato, aconteceu e bem antes do esperado!

Home theaters, cirurgias mecanizadas, prédios inteligentes... E as esteiras eletrônicas, tão impossíveis para a época, que hoje encontramos em quaisquer centros comerciais, no metrô e nas casas?... Lembro-me, inclusive, de uma frase da Sra. Jetson: “Ah, essas esteiras são tão lentas que, acho, eu iria mais rápido se caminhasse normalmente!” Você nunca pensou isso, num dia de pressa, nos longos percursos da Cardeal Arcoverde? Eu, já, algumas vezes. Nessas horas, bem que seria útil o tal protótipo X1500, o traje voador, aquela roupa que Mr. Jetson usou por acidente e, com a força do pensamento, se pôs a voar em qualquer direção determinada pela sua vontade... Já pensou se pudéssemos fazer isso? Pois pasme: uma notícia fresquinha vinda de além-ar nos mostra a aventura de um homem cruzando um desfiladeiro com um jato acoplado ao corpo! Isso mesmo: um precursor chamado Eric Scott atravessou um abismo usando um jato pessoal movido a hidrogênio, atado às suas costas... Ora, homem voando sozinho – sem o invólucro de uma nave ou cápsula – já é uma autêntica aventura nas estrelas! Não importa se vôo movido a pensamento ou a hidrogênio, concorda? A certeza é que o tal tempo prometido já chegou. Como dizem os nossos adolescentes: fato!

Talvez o lado contraditório de toda essa história seja, apenas, o nosso descrédito inconsciente... Essa situação aparentemente improvável que nos apanha distraídos ante a evolução dos anos. Por vezes, ao caminharmos a passos largos, não fazemos pequenas paradas para admirarmos a paisagem. Um dia, então, passamos por ali e percebemos que tudo mudou. Tal se aplica ao progresso tecnológico no contexto de nosso cotidiano. É claro que a criatividade dos ficcionistas americanos se elevou a saltos inimagináveis, configurando coisas que até hoje parecem impossíveis, como a transformação do carro-nave de George Jetson em uma mala quando ele chega ao trabalho, por exemplo... Por certo, aí houve recurso para uma licença ficcional, pelo menos na concepção da ideia àquele tempo... sim, àquele tempo! Porque nos próximos – ou distantes – tempos, tudo poderá acontecer! Afinal, quem imaginaria uma época como a nossa, na qual se estabeleceriam comunicações em tempo real e se reproduziriam vidas – anda que imitativas – de seres como a ovelha Dolly ou gatos fluorescentes em laboratórios? Tais fenômenos, agora, não passam de coisas já sabidas, conhecidas, prováveis, reais; coisas até mesmo simples diante de outras exacerbações da ciência humana.

Afinal, o paradoxo entre ficção e realidade é ainda muito grande, porém aparentado com a viabilidade do vindouro e do susceptível. E foi certamente antevendo isso que os roteiristas da série The Jetsons conseguiram ser tão proféticos! Assista ao vídeo e passeie pelas deliciosas possibilidades imaginadas, já presentes na abertura da série...


Por Sayonara Salvioli




P.S.: Acesse também e confira, com seus próprios olhos biológicos, a matéria do robô que expressa emoções ( http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM917102-7823-ROBO+REPRODUZ+EXPRESSOES+FACIAIS+EM+TEMPO+REAL,00.html) e o vídeo do carro voador.





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17 comentários:

eric disse...

Você está certa, Sayonara... Acho que estamos na era "Jetson"!!

Valéria Peçanha disse...

Ahhh, que saudade dos anos 80, quando eu assistia aos Jetsons!!! tempos bons demais!! Valeu pelo post, Sayonara!

Cintia disse...

Eu lembro, Sayonara, da máquina de lavar louça da Jane Jetson rsrs Lembro tb daquela outra máquina grande da cozinha da família, aquela que preparava qualquer refeição, café da manhã, jantar rs Sonho de consumo!

eric disse...

Ah..esqueci de comentar: gostei da aventura do meu "xará" voando a jato por aí! Parece coisa dos "Jetsons" mesmo. Lembro de um episódio de todo mundo chegando na empresa do Sr. Spacelly (era assim?)com uma espécie de motor nas costas... Viva o futuro!
Obrigada por me avisar da crônica. Me senti homenageado com esse ERic de vanguarda!hehe

Nandinha disse...

Muito show!!!! Quero viver como os Jetsons!!!!!!!!
Bjs

Gaby disse...

Eu me lembro do terno voador!!!!hahahaha... Parece que tinha alguma coisa a ver com uma tática do inimigo do patrão do George, e ele fazia a maior confusão.. Muito hilário!!!!

Marcos Azeredo disse...

Excelente o seu texto "Os Jetsons estão entre nós". Me fez lembrar da minha infância e adolescência. Parabéns! Sugiro que coloque no blog quando for autografar um livro ou dar uma palestra o dia e o local, é apenas uma sugestão. Abraços.

Sayonara Salvioli disse...

Obrigada! Realmente, os Jetsons nos reportam mesmo àqueles bons tempos! Fico feliz que o texto tenha cumprido essa função, que era mesmo meu desejo.
Registrei a sua simpática sugest�o de eu publicar aqui no blog próximas sessões de autógrafos e palestras. Farei isso, com certeza.
Abraços :)

Mariana disse...

Sayonara,
Gosto qundo vc avisa sobre postagem nova no Orkut. Logo venho aqui!
Adorei a crônica. Acho os Jetsons fofinhos, sem contar que o tema é interessante demaisss
Bjss

bruno disse...

Me amarrei nesse carro voador amarelinho... yEllow submarine do terceiro milênio!! hehe

Luciana C. disse...

Muito informativo seu texto! Cheio de atrações.... Viva a era Jetsons!

Cláudia disse...

iPod, Mac, carro nos ares e homem-voador!!!! Vc tem razão, Sayonara... O futuro já chegou!!

Fabíola disse...

Sou da geração 80 e este post tem tudo a ver com a gente, que tem a memória daquela época... Vi numa reportagem o "lance" (tão anos 80, não?)do jornal na tela fina... achei o máximo!! Valeu por antecipar. Seu texto, além de ser pessoal, muito peculiar, também oferece um monte de sugestões, de novidades legais. Parabéns!
Sempre passo por aqui.

áurea disse...

Acessei o link que v. sugeriu, o do robô, e fiquei impressionada com as expressões humanas do andróide... Aliás, é a cara do meu vizinho! hauhauhauahuahua Sério mesmo, é incrível! Parece gente de verdade!!!!

Entre letras disse...

Adorava os jetsons, caverna do dragão, super amigos...Seu texto é ótimo.Muitas coisas naquele desenho estão acontecendo.Sayonara hoje vou ser breve, houve uma perda na minha vida que todas pessoas só tem uma.Abraços p/ vc...

Marijane Lopes- Vale do Jquitinhonha!!!!!! disse...

adorava os Jetsons...adorava...aquilo tudo era mágico! Estamos sim vivendo tudo isso nos tempos de hoje...
Mas me entristece muito que paradoxalmente a tudo isso, ainda vemos crianças morrendo de fome!!! A Dengue nos ameaçando a cada verão...
Falta de saneamento básico...
Enfim...isso é muito cruel em pleno seculo XXI...
Mas de qualquer forma, viva a tecnologia!!!!!!

Jacó Izidro disse...

Oi Sayonara, legal seu post, talvez eu possa contribuir um pouco com essa notícia:
http://12dimensao.wordpress.com/tag/invisibilidade/
uma jaqueta invisível, já pensou? pura coisa de ficção não? mas já é realidade, são os chamados metamateriais. Ainda está meio tosco, mas acho que um dia teremos condições de ocultar completamente alguma coisa usando esses materiais. Mas buscando uma outra linha, tenho um amigo formado em letras que tem um blog no mesmo colégio que eu, o Adriano (www.prefaciocultural.wordpress.com) ele pediu que eu lesse um livro do Eça de queiroz, a cidade e as serras. A ideia dele é que a gente escreve um post juntos criticando esse lado da tecnologia de criar coisas "bobas" cuja utilidade é mais para diversão do ser humano, como se fossem brinquedos, e depois acaba refem desses brinquedos, ou sofre com o impacto ambiental que eles podem causar. O livro retrata isso de forma mais romantica e até um pouco ingênua. você por acaso leu esse livro? o que pensa disso. Abraço e Saudações metafísicas. Jacó

http://12dimensao.wordpress.com/